terça-feira, 1 de maio de 2007

Tartes


Sentaram-se na mesa da pastelaria. Lá fora uma chuva miudinha, no cinzento da tarde, fora a razão para a procura do calor do estabelecimento e para o aconchego do estômago. Tomaram uma tisana e comeram umas tartes coloridas. Estavam encostados à parede e sentados lado a lado. A mão dele repousava aberta na perna direita dela. A empregada trouxe a conta e olhou-os; ela pensou que aquela pessoa via, naquele gesto, um acto de posse. Ela sentia-se vulnerável com algo tão natural como respirar para ele, mas tão estranho para ela...

1 comentário:

Fragmentada disse...

Esta coisa do toque... Por pensar quase, quase como tu deixei passar uma oportunidade DAQUELAS!!! Mas isto sou só eu, claro... :-)