domingo, 8 de abril de 2007

A alma do outro lado


A respiração estava suspensa do que seriam as suas palavras enquanto aguardava, sentada, num dos muros que ladeiam a Catedral. A multidão acumulava-se à sua frente num turbilhão de vozes e faces e muitas máquinas fotográficas. Que chatice pensava, assim, será impossível vislumbrá-lo. Será que serei eu, antes, a ser vista? Sentia-se vulnerável naquela posição, com o pensamento de que era ela a observada, e não só por ele, mas também por aqueles seres mágicos, misteriosos, de aspecto sinistro.

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