domingo, 6 de dezembro de 2009

A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras.
Machado de Assis

sábado, 21 de novembro de 2009

água

nadar
ir à rua e apanhar chuva
caminhar até à piscina
mergulhar

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Aquele corredor cinzento, pouco lhe dizia...era apenas um corredor e era cinzento...o amontoado de papeis que se vislumbravam nas secretárias dos gabinetes e que ela ía conseguindo visualizar só a faziam pensar em burocracia, burocracia, enfim burocracia...parecia que tinha retrocedido 20 anos, e que o 25 de Abril ainda estava para acontecer...mas estávamos no ano de 1984.

O cinzento dos corredores aliava-se ao cinzento da cidade naquela manhã de Dezembro, também as pessoas pareciam cinzentas, talvez fosse a falta do sol...talvez fosse a falta de qualquer coisa que elas nem sabiam descrever.

Sentou-se naquele corredor cinzento e esperou que alguém viesse chamá-la para a entrevista, pois era para isso que ela ali estava.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pergunta: O que dizer de alguém que vai e vem e vai e vem e vai e vem...mas que nada significa para ti além de mero prazer?
Resposta: Parece-me perda de tempo...será?
Porque cedes-te?Porquê?Sabes que não quero: nunca, jamais, forever never...mas mesmo assim cedes-te. Afinal o que é que tu queres?És capaz de te decidir?Deixa-te de merdas ou então vai e não te admires das consequências porque não podes ficar impune!A partir de agora constrói o teu próprio muro de lamentações!

sábado, 7 de novembro de 2009

A Pizza e o Eléctrico

Ali estávamos os três à espera que chegasse o homem da pizza...cheios de fome...o eléctrico e os carros passaram na rua e fizeram um barulho infernal...se em vez de ser hora de jantar fossem horas de dormir estaria tramada...não iria conseguir dormir com tamanha barulheira.

No último dia

- desculpa...posso atender? o que lhe digo?

- não sei, mas atende.

- desculpa, tenho que me ir embora.

O poema

O Poema
construído ao Sol
sob o céu de Lisboa
na colina emblema
ao som dos acordes a solo.

Conta-me de ti

Conta-me de ti,
Por vezes é tão difícil saber de ti,
Se estás, se não estás,
Se permaneces imutável, na tua,
quase, etérea presença.

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Place de la Collone
Bistro Café Royale
Enquanto esperava que o semáforo
ficasse verde
Sentia o olhar, a presença invisível
prestes a ser revelada.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"La vrai morale se moque de la morale"
Pascal

domingo, 5 de outubro de 2008

Dis Quand Reviendras-tu

Voilà combien de jours, voilà combien de nuits,
Voilà combien de temps que tu es reparti,
Tu m'as dit cette fois, c'est le dernier voyage,
Pour nos cœurs déchirés, c'est le dernier naufrage,
Au printemps, tu verras, je serai de retour,
Le printemps, c'est joli pour se parler d'amour,
Nous irons voir ensemble les jardins refleuris,
Et déambulerons dans les rues de Paris,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,

Le printemps s'est enfui depuis longtemps déjà,
Craquent les feuilles mortes, brûlent les feux de bois,
A voir Paris si beau dans cette fin d'automne,
Soudain je m'alanguis, je rêve, je frissonne,
Je tangue, je chavire, et comme la rengaine,
Je vais, je viens, je vire, je me tourne, je me traîne,
Ton image me hante, je te parle tout bas,
Et j'ai le mal d'amour, et j'ai le mal de toi,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,

J'ai beau t'aimer encore, j'ai beau t'aimer toujours,
J'ai beau n'aimer que toi, j'ai beau t'aimer d'amour,
Si tu ne comprends pas qu'il te faut revenir,
Je ferai de nous deux mes plus beaux souvenirs,
Je reprendrai la route, le monde m'émerveille,
J'irai me réchauffer à un autre soleil,
Je ne suis pas de celles qui meurent de chagrin,
Je n'ai pas la vertu des femmes de marins,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus…

(não sei de quem...)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

- Quando é que nos vemos de novo?
- Da próxima vez!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Before sunset...

A waltz for a night

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're goneYou are far gone
All the way to your island of rain

It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know

I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all
I don't care what they say

I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before

One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody

I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow, in other arms
My heart will stay yours until I die

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand

sábado, 10 de maio de 2008

sábado, 3 de maio de 2008

Agora são elas que têm o teu rosto,
as palavras; e não só o teu rosto:
o sexo e a trémula alegria
que foi sempre senti-lo desperto.
Sem palavras já não somos nada;
estão agora de perfil, repara
como reflectem o que de juvenil
houve sempre em ti, o mesmo sorriso
só um pouco menos fatigado
e o andar apenas menos lento.

Eugénio de Andrade
Matéria Solar

Chegou ao aeroporto. Mochila com o golfinho azul às costas. O sinal foi percepcionado... como combinado. SURPRESA. There is no way back. Transportaram-se no carro dele por estradas desconhecidas até uma pequena vila. Subiram e ele deu-lhe jantar, acendeu incenso, colocou música baixinha e fez-lhe perguntas. Ela sentiu-se doente e ele deu-lhe um xarope desconhecido. Depois adormeceu, ao seu lado, no chão, até de manhã.

de regresso

passaram-se histórias, amigos, memórias; o regresso acontece, novamente, num eterno retorno. diferente mas inelutável. as energias reagrupam-se e a vida flui. a pouco e pouco volta-se à tona, devagar, muito devagar, pois o caminho foi preenchido e longo. o descanso é sensato.

domingo, 19 de agosto de 2007

Fabula Urbis

Esta é a única e deliciosa livraria especializada em livros sobre Lisboa, para além da secção especializada da Câmara Municipal de Lisboa.

Como diria o dono(?) "Este facto faz da Fabula Urbis a melhor livraria sobre Lisboa do mundo". E nós concordamos. É imperdível uma visita à Rua de Augusto Rosa nº 27. É logo a seguir à Sé de Lisboa e antes do Miradouro de Santa Luzia.
Para além dos livros especializados que não se encontram facilmente nas livrarias generalistas, este local brinda-nos com exposições, tertúlias literárias e com a possibilidade de participarmos em passeios pela Lisboa histórica acompanhados por uma especialista. O que querem mais alfacinhas que amam esta cidade? Vão lá ver com os vossos próprios olhos esta preciosidade que merece ser acarinhada por todos/as nós e depois digam-me se não tenho razão.

São Manuel Bom, Mártir

"Mas, senhor padre, o senhor crê?"
Vacilou um pouco e respondeu-me, dizendo:
"Creio."
"Mas em quê, padre, em quê? Crê na outra vida? Crê que, ao morrermos, não morremos de todo? Crê que voltaremos a ver-nos, a querer-nos noutro mundo vindouro? Crê na outra vida?"
O pobre santo soluçava.
"Olha, filha, deixemo-nos disso!"

domingo, 22 de julho de 2007

Há inevitabilidades

Há inevitabilidades que, aparentemente, apenas nós, os sujeitos das mesmas, não conseguimos ver.

domingo, 8 de julho de 2007

hum...


nham, nham...

domingo, 1 de julho de 2007

I'm so fucking tired


e hoje é apenas o primeiro dia.

Le caveau de la huchette

Nunca pensei dançar jazz até porque nunca foi um dos meus registos eleitos...eu sou mais alternativa...mas dançei e gostei. Ás vezes não há nada como experimentar!

Parecia que estava num bar de jazz dos anos 40, em Paris, não sei porquê anos 40, mas foi o que senti...um momento para recordar par tout ma vie!

porque hoje é domingo



é sempre útil saber-se inglês

sábado, 30 de junho de 2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Natureza

Na subida da serra, ele encostou o carro na berma da estrada. Dirigiram-se à cerca de madeira de segurança e apoiaram os braços, num gesto de descanso, a contemplar a paisagem, imensa, que se abria a seus olhos.

Ele deu-lhe a mão esquerda e puxou-a para si. Com a mão direita acariciou-lhe a coxa, deslizou, e sentiu a humidade quente do seu sexo. Baixou-se e beijou-a. Ela sentiu-se parte da natureza.

Aparentemente não


Ela perguntou-se se seria possível uma outra vez. Se estaria num eterno retorno. Se o acaso escondia maravilhas.


A orquestra perfumava a sala com um um swing inebriante.

If you are not too long, I will wait here for you all my life.
Oscar Wilde

Com cinto, ok?

Magnolia Caffé - Londres




Fim-de-semana na Capital do Impérito

Lisboa tem coisas tão boas





Obrigada S, a flor é para ti.